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Acompanhar devs pode ser pequeno e constante

Um PDI vivido, pontes com produto e engenharia, e companhia no dia a dia. A IA acelera a informação. O critério decide o que aceitar.

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~5 min de leitura

Capa: à esquerda, um cartão ainda dentro de um contorno; à direita, no fim da linha, um cartão aceso seguindo sozinho.

Quando penso em acompanhar devs, penso em algo pequeno. Uma pessoa por perto, com paciência para a falha e vontade de ver a próxima tentativa.

A pessoa evolui praticando. Eu ajudo a deixar o caminho claro, abro algumas portas e fico disponível enquanto ela faz. A decisão e a execução continuam com ela. Errar faz parte do combinado: tentar, ajustar e tentar de novo, com alguém incentivando no meio do caminho.

O plano, ou o plano que já existe

O nome conhecido para isso é PDI, plano de desenvolvimento individual. Às vezes a empresa já tem um. Às vezes ele está parado numa planilha. Às vezes ainda vai ser escrito.

Se já existe, eu começo por ele. Leio o que está escrito e converso sobre como aquilo está acontecendo na prática. O que a pessoa está conseguindo viver. O que ficou parado. O que ainda faz sentido.

Se ainda não existe, eu aponto um com ela. Curto, do tamanho das próximas semanas. Por exemplo: conduzir uma feature pequena até o fim, levar uma dúvida de regra para alguém de produto, ou abrir uma pull request e atravessar a review com calma.

O plano é dela. Eu ajudo a escolher o próximo passo e a perceber quando um passo foi dado. Se algo não andou, a gente diminui o passo e segue. O PDI serve para orientar, e também para a pessoa enxergar que está evoluindo.

As pessoas que têm a resposta

Muita resposta que alguém precisa está em outras pessoas. No produto, em quem desenhou a tela, em quem já mexeu naquele fluxo.

Eu ajudo a conectar. Indico com quem falar, ajudo a chegar na pergunta e, na primeira conversa, posso ir junto. Na seguinte, a pessoa marca. O caminho abre, e quem conversa, escuta e traz a resposta para o código é ela.

Um exemplo: a dúvida é de regra de negócio. Alguém de produto viveu aquele fluxo. Eu apresento os dois, e ela leva a pergunta. Sai com a resposta e com uma pessoa a quem pode voltar.

Em engenharia, o movimento é o mesmo. Quem já passou por aquele estado, quem cuida de acessibilidade, quem mantém o design system. Eu faço a ponte quando esse contato ainda não existe. A pessoa busca o que precisa para seguir.

A IA aproxima a informação. O critério precisa acompanhar.

A inteligência artificial deixou o acesso à informação muito mais rápido. Uma dúvida de implementação, um exemplo de componente, um teste que faltava: o retorno chega em minutos. No dia a dia, isso ajuda a destravar o "como fazer".

A velocidade pede mais de quem desenvolve. Mais aprofundamento técnico, e mais senso crítico para olhar o retorno e decidir o que pode ser aceito e o que não pode. A IA entrega um material. A escolha continua com a pessoa que está na tarefa.

Um exemplo que tenho visto: a sugestão resolve a tela e foge do padrão do projeto. Outro: a explicação parece completa e passa por cima de um detalhe de estado, de acessibilidade ou de regra. Ficar com o retorno inteiro resolve a hora. O ajuste aparece depois, na review ou na experiência de quem usa.

No acompanhamento, eu olho esse retorno junto com quem está na tarefa. O que a sugestão acertou. O que ela assumiu sem conhecer o contexto. O que vale confirmar com alguém de produto ou de engenharia, em vez de pedir outra geração. Aceitar algo que não serviu também faz parte do caminho: a gente vê o sinal, ajusta e segue. O incentivo é o critério ir ficando mais firme. A informação continua chegando rápido. A pessoa vai reconhecendo, com mais segurança, o que presta e o que volta para o rascunho.

1:1 e a tarefa do dia

O 1:1 é onde eu olho o todo com a pessoa. Como ela está, o que travou, o que deu orgulho, como o PDI está de pé. Uma entrega pequena merece ser dita em voz alta. Uma semana ruim também cabe, e a conversa escolhe um passo menor para os próximos dias.

No dia a dia eu fico perto da tarefa. Dúvida de como fazer, um exemplo no código, uns minutos olhando juntos, a code review. Quando a dúvida passou por uma IA, a review é um bom momento para ver o que entrou e o que ficou de fora. Eu marco o que já está bom, aponto um ajuste e pergunto quando uma escolha não ficou clara. Um "e se a gente tentar assim?" deixa a conversa do mesmo lado.

Quando a pessoa trava, eu ajudo o suficiente para ela destravar e continuar. A implementação segue com ela, inclusive quando a primeira versão pede outra volta. Bug pequeno, uma primeira abordagem simples, review com pedido de mudança: tudo isso cabe. Eu explico o porquê, deixo ela aplicar e lembro o que já melhorou desde a última vez.

Um programa de evolução, nesse tamanho

Tenho pensado em montar um programa para mentorar devs front-end que queiram evoluir.

No mesmo espírito. Entender o momento da pessoa, olhar o PDI que já existe ou apontar um com ela, conectar com produto e engenharia, e acompanhar no 1:1 e nas tarefas do dia. Inclusive na hora de ler o que a IA devolveu, com espaço para errar e com incentivo enquanto o critério amadurece.

O protagonismo fica com quem está aprendendo. Eu ajudo a abrir o caminho e sigo junto.

Leva para a próxima conversa.

Se fez sentido aqui, pode fazer sentido para mais alguém.

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